Frei Anastácio elogia carta de repúdio divulgada pela Pastoral da Terra

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O deputado estadual Frei Anastácio (PT) elogiou a carta de repúdio, divulgada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), contra desmonte da Reforma Agrário promovido pelo governo Temer.  “Na carta, a CPT convoca as camponesas e os camponeses, povos e comunidades tradicionais a resistir em suas terras e territórios, além de mobilizar-se contra este governo ilegítimo”, disse o deputado.

Segundo Frei Anastácio, a CPT tem toda autoridade de falar sobre a reforma agrária, no estado. De acordo com ele, essa Pastoral tem um grande trabalho junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra, em toda Paraíba. “Em 40 anos de reforma agrária, pela primeira vez, estamos assistindo um governo ilegítimo desmontando tudo que foi feito e acabando com esse programa que já assentou milhões de famílias no país”, destacou Frei Anastácio.

Leia a carta da CPT, na íntegra:

CARTA DE REPÚDIO

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Estado da Paraíba reunida nos dias 11 e 12 de julho de 2017, no Centro de Pastoral Tambor da Diocese de Campina Grande para estudar os desmontes da Política Agrária implementada pelo Governo GOLPISTA; animada pela Memória Subversiva do Evangelho, fiel ao Deus dos Pobres, aos Pobres da Terra e a Terra de Deus, vem de público repudiar a forma como este governo vem tratando a REFORMA AGRÁRIA.

 A CPT quer de publico apresentar seu repudio a: Extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); A Medida Provisória 759: que tem como objetivo atender aos interesses do Agronegócio/latifúndio e aquecer o mercado de terras; A liberação de venda de terra para estrangeiros;A legalização das terras griladas;A manutenção do modelo de agricultura hegemônico predador, pautado pelo AGROnegócio;A liberação do desmatamento, aumentando as áreas de desertificação já em curso, isto inclui as APPs – Áreas de Proteção Permanente e Reservas Legais -, ampliando a degradação ambiental e ignorando o Código Florestal;O estimulo do uso indiscriminado dos agrotóxicos (venenos); – A urgência na entrega dos títulos, sem considerar a consolidação do assentamento; A anulação de vários decretos de desapropriação para fins de Reforma Agrária, deixando famílias de posseiros e acampados sem esperança da conquista da terra; A extinção das políticas e programas de apoio a Agricultura Familiar Camponesa;

A CPT reafirma seu compromisso com a Reforma Agrária, pois considera a terra um bem sagrado para os povos do campo das águas e das florestas, entendendo que estas medidas tem resultado no aumento da violência no campo e na expropriação das populações empobrecidas do campo. Diante de tudo isso, convocamos as camponesas e os camponeses, Povos e Comunidades Tradicionais a resistir em suas terras e territórios além de mobilizar-se contra este governo ilegítimo.

Comissão Pastoral da Terra, 12 de julho de 2017

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