O deputado federal Frei Anastácio elogiou a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela suspensão do orçamento do relator, que ficou conhecido como emendas secretas distribuídas de forma anônima para parlamentares. “No mês de junho deste ano, eu fui um dos primeiros deputados a denunciar esse absurdo com o dinheiro público. Finalmente, agora, saiu essa decisão da ministra que merece aplausos”, disse Frei Anastácio.

O deputado disse que com esse tipo de orçamento, avaliado em R$ 17 bilhões, Bolsonaro estava comprando apoios no congresso nacional, através das emendas milionárias. “O que o Governo fez foi uma tentativa de institucionalizar a compra de apoio com o dinheiro público. Ele criou dois orçamentos. Um com acesso público e outro feito secreto para atender aos seus interesses”, explicou.

Frei Anastácio afirmou que Bolsonaro estava usando esse dinheiro como moeda de barganha. “Na véspera da votação da PEC dos precatórios foi liberado o valor de R$ 1 bilhão em emendas para angariar voto a favor. Nossa bancada denunciou esse absurdo do governo, que usa o dinheiro público de forma irresponsável para proveito do governo”, acusou.

Onde está o dinheiro

O parlamentar explicou que o mais revoltante, nessa forma de repasse de recursos públicos, é que os nomes dos parlamentares que recebem o dinheiro não aparecem. “O nome que fica evidente é o do relator-geral. Os parlamentares ficam nas sombras e ninguém sabe quem e nem como essas emendas são aplicadas”, afirmou.

O deputado informou que o julgamento da decisão da ministra deve acontecer nos dias 9 e 10 deste mês. “Espero que a decisão seja mantida e que haja pedido da Corte para que seja revelado onde e a quem esses bilhões foram destinados. Afinal, estamos tratando de dinheiro público, e isso que está ocorrendo é um escândalo”, concluiu.

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