Frei Anastácio elogia voto de relator na ação contra Ricardo no TRE

O deputado estadual Frei Anastácio disse hoje (18), na Assembleia Legislativa, que a ação que pede a cassação do mandato do governador Ricardo Coutinho, no Tribunal Regional Eleitoral (TER), é mais uma tentativa do senador Cássio Cunha Lima de ganhar o governo no chamado “tapetão”. “Eles “não se conformam com a derrota nas urnas, e acredito que o TRE não”, acatará essa ação”, disse o deputado.

O parlamentar elogiou o voto do relator da Ação de Investigação Judicial eleitoral (Aije), desembargador Romero Marcelo, pela improcedência da ação. “Ele mostrou por todos os lados, que não houve abuso de poder político e que os benefícios concedidos aos pensionistas e aposentados da PBprev, jamais influenciariam nos resultados do primeiro nem no segundo turno das eleições.O desembargador mostrou que aqueles benefícios foram direitos adquiridos dos servidores.Destacou que a maioria de votos no segundo turno foi acima de 111 mil votos, e que cerca de mil benefícios concedidos, não deram essa vantagem a Ricardo”, disse o deputado.

De acordo com o deputado, “essa ação é ainda o desespero de Cássio Cássio Cunha Lima que achava que era o dono da Paraíba e perdeu a eleição no voto. Um político que agora está citado na Lava Jato, e que tanto lutou para tirar a presidente Dilma do poder, se mostrando o paladino da moral. Agora está aí, tentando de justificar e esperando que o TRE casse o mandato de Ricardo como fez com ele. Mas, são situações bem diferentes”, afirmou.

Frei Anastácio ainda levantou questionamento sobre a possibilidade de cassação do mandato do governador. “Agora eu deixo aqui uma pergunta para os componentes do TRE: se eles, por acaso, cassassem o mandato de Ricardo por conceder benefícios na PBprev, esses benefícios seriam anulados? Ora, a coligação de Cássio está dizendo que os benéficos são eleitoreiros, se a ação for julgada procedente, os aposentados e pensionistas como ficam? Vão perder os benefícios?Se o governador errou, os benefícios são irregulares”,destacou o deputado.

O julgamento da Aije foi suspenso em decorrência do pedido de vistas da juíza Michelini Oliveira Dantas Jatobá. Dessa forma, a corte voltará a julgar a ação no dia 04 de abril. O julgamento está empatado em um a um, com o voto do relator contra, e o voto do juiz Romero Maranhão a favor da ação. “O voto desse juiz já era esperado. Ele foi assessor de Cássio Cunha Lima. Mas, acredito que o restante da corte irá acompanhar o voto do relator, pela improcedência dessa Aije”,afirmou o deputado.

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