Frei Anastácio faz alerta sobre cuidados com água da transposição

17264170_1298252293596086_4582218913840900316_nO deputado estadual Frei Anastácio (PT) fez um alerta na Assembleia Legislativa, que a chegada da água do São Francisco ao estado levanta mais dois grandes desafios: como administrar a água e os cuidados com os rios por onde a transposição irá passar.

O parlamentar disse que essas preocupações vêm sendo levantadas por ele desde que a obra da transposição começou. “Os rios por onde a água irá passar precisam de cuidados para retirar a poluição, e a água que está chegando tem que ser bem administrada para evitar desvios, principalmente, por parte de fazendeiros que possuem terras por onde a água irá correr”, disse.

O deputado destaca que depois de Monteiro, a água vai seguir por rios e reservatórios até a região da Mata paraibana, como o Rio Paraíba e os açudes de Poções, Camalaú, Boqueirão, Acauã, Araçagi e ainda deve chegar a Sapé. Além do Eixo Leste,segundo o deputado, existe o Eixo Norte, em fase de conclusão, que chega com água pelo Sertão da Paraíba.

“Todos os rios e córregos por onde a água irá passar, precisam de uma inspeção para saber onde há poluição. O problema é que a água já chegou e é preciso agilizar essas ações, que devem ser realizadas em conjunto com estado e municípios”, disse.

O parlamentar afirmou que, pelos menos entre Monteiro e Camalaú, aonde a água já chegou e está saindo com destino ao açude Boqueirão, não há sinais de poluição. “Eu visitei todo percurso entre Monteiro, Poções e Camalaú. Vi de perto a água correndo pelo leito seco do Rio Paraíba chegando ao açude Poções, saindo de lá e entrando no açude Camalaú. Nesse percurso, de aproximadamente 22 quilômetros, não vi poluição. Só presenciamos muita alegria do povo, que estava vendo água boa para o consumo na porta de casa”, relatou.

O deputado afirmou que é preciso uma ação conjunta urgente, do governo do estado e prefeituras no sentido de buscar recursos estaduais, federais e municipais para realizar a limpeza dos rios, açudes e mananciais que ainda não receberam a água da transposição. “Iremos enviar ofício à Aesa para saber como está essa questão”, afirmou.

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