O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirmou seu apoio aos estudantes que votaram na enquete realizada pelo Ministério da Educação (MEC), pelo adiamento do ENEM para maio do próximo ano, e fez um apelo para que a decisão dos estudantes seja respeitada. 

“Se não houver adiamento, teremos uma concorrência muito desigual entre quem tem acesso à internet e os que não possuem meios para isso. Ou seja, os mais ricos terão uma larga vantagem sobre os mais pobres”, afirmou Frei Anastácio.

O deputado explica que com a suspensão das aulas, por causa da pandemia, os estudantes, em sua maioria, enfrentam dificuldade para estudar pela internet. Essa dificuldade é maior para os alunos de baixa renda, principalmente a população do campo. Eles não possuem internet de banda larga para pesquisar e acompanhar as aulas online.

“É bom lembrar que 40% da população Brasileira ainda não tem acesso à internet. Dessa forma, haveria uma concorrência totalmente desigual sem adiamento do Enem”, disse. 

O parlamentar comentou que sem o adiamento, os mais ricos sairiam com grande vantagem, sobre os que não possuem condições de estudar pela internet. “Espero que o Ministério da Educação acate a decisão da maioria que pede adiamento do Enem, que está com data prevista para novembro”, disse.

De acordo com Frei Anastácio, existe a informação de que o MEC não quer o adiamento do Enem, porque prejudicaria o calendário das instituições de ensino superior.

“Não concordamos com o MEC, a vontade da maioria dos estudantes precisa ser respeitada. Se o MEC não adiar o Enem, estará excluindo milhões de estudantes de uma concorrência justa nas provas”, concluiu o deputado.

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