O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) lamentou a morte do senador José Maranhão (MDB) ocorrida na noite desta segunda-feira (08), vítima das sequelas da Covid-19, em um hospital de São Paulo, onde ele lutava contra a doença. 

“A Paraíba perde um político de vida pública limpa na justiça  e um grande homem. É mais uma  vítima dessa doença maldita que poderia não afetar tanta gente, se o Brasil tivesse um presidente que se preocupasse, de verdade, com a saúde do povo”, disse o deputado.

Frei Anastácio relata que fez oposição a José Maranhão, como deputado estadual, por um bom período, quando o senador era governador da Paraíba. “Foi uma oposição política responsável. Mas, depois trilhamos o mesmo caminho no apoio ao governo Lula e passei a conhecer Maranhão de perto. Tornamo-nos amigos políticos e pessoais, apesar de cores partidárias diferentes. Ele era um ser humano respeitador e um político de palavra, sem falar na integridade pública que preservou em toda sua vida política”, relatou.

O congressista afirmou ainda que a Paraíba perde um agente público que realmente deixará uma lacuna na política do estado. “José Maranhão sempre esteve presente no cenário político, seja como candidato, ou na condição de articulador e estrategista. Era um político experiente que sofreu até perseguição da ditadura Militar”, destacou.

Frei Anastácio disse ainda que “deixo meus mais profundos sentimentos à viúva dele, desembargadora Fátima Bezerra, aos filhos, parentes, amigos e correligionários nesse momento de dor. Que Deus em sua infinita bondade console a todos e todas nesse momento tão difícil, e receba José Maranhão em seus braços eternais”, disse.

Trajetória

José Targino Maranhão era empresário e advogado. Iniciou sua carreira política como deputado estadual em 1955. Foi reeleito por três vezes. Em 1969, teve os direitos políticos cassados pela ditadura militar. Em 1982, foi eleito deputado federal, reeleito em 1986 e 1990. Em 1994, elegeu-se vice-governador na chapa de Antônio Mariz e assumiu o cargo em 1995, em razão da morte do titular. Ele foi reeleito governador em 1998 e eleito senador em 2002. Em 2009, reassumiu o governo após decisão da Justiça Eleitoral. Elegeu-se senador em 2014 e estava de licença para tratamento da doença que o vitimou. Fonte: Agência Senado.

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