Frei Anastácio lamenta mortes de policiais e pede mais atenção para as forças de segurança

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O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Frei Anastácio (PT), lamentou a violência contra policiais na Paraíba e cobrou mais investimentos dos governos federal e estadual na valorização da força de segurança. “Posso dizer que nunca vi tanto ataque a policiais. Em quarenta dias, já são três policiais assassinados e dois feridos por bandidos”, disse o deputado.

O parlamentar disse que os governos estadual e federal precisam acordar para isso, com urgência. “A bandidagem atingiu a um estágio que não tem mais medo, nem da polícia. Não é preciso só mudar a legislação – como disse em nota o governador depois da morte do tenente Ulisses. É necessário investir também no policial com valorização salarial, equipamentos de segurança, a exemplo de carros blindados, coletes balísticos de primeira qualidade e aumento do efetivo. Esta casa aprovou, por unanimidade, um projeto de lei de nossa autoria, propondo blindar os carros da Polícia Militar e Civil”, afirmou.

Frei Anastácio relatou que, nos últimos 40 dias, três policiais perderam a vida e dois tiveram sorte de não morrer. Ele relembrou que no dia 2 de janeiro, o sargento Sandro, de 43 anos de idade, morreu depois de ser atingido por um tiro de espingarda calibre 12.O segundo caso ocorreu no dia 28 de janeiro. A vítima foi o sargento Régis, de 38 anos de idade. Ele foi baleado dentro de um mercadinho no bairro do Geisel na Capital, foi socorrido e sobreviveu.

“Dois dias depois, um cabo da PM foi baleado em Mandacaru, mas graças a Deus não morreu. No início da noite do dia 4 deste mês, o tenente Ulisses Costa, de 32 anos, não teve a mesma sorte. Ele foi recebido a tiros enquanto realizava investigações em áreas que fazem parte do conjunto Mangabeira oito e morreu. E sábado passado, o cabo Laurentino também morreu defendendo a sociedade” lamentou o deputado.

O deputado lembrou ainda que um projeto de lei dele, aprovado por unanimidade pela Assembleia, que previa carros blindados para a polícia, foi vetado pelo governador. “Espero que o executivo mande o projeto para a Assembleia. Estou pronto para votar a favor e defender a ideia”, disse.

O paramentar reforçou ainda aos policiais civis e militares, agentes penitenciários e familiares dos que foram assassinados, que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa está ao lado deles. “Podem contar com a comissão e com este paramentar que vos fala”, afirmou.

 

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