O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirma que o 1º de abril, conhecido como dia da mentira, guarda a verdade trágica do início do período mais fatídico da histórica do Brasil. “Foi no dia primeiro, que as instituições democráticas amanheceram cercadas pelos tanques de guerra, para um período tenebroso de 21 anos de ditadura no país”, lembrou o deputado.

O parlamentar destaca que naquele dia da mentira, o presidente constitucional, João Goulart, foi deposto. “A partir daquele dia, o Congresso também foi fechado, mandatos eletivos foram cassados, os direitos políticos foram suspensos, juízes e funcionários públicos foram demitidos, a arte e a cultura foram ameaçadas, as igrejas, a mídia, foram perseguidas, houve desaparecimentos de pessoas, assassinatos a sangue frio, prisões injustas e torturas até de crianças”, disse.

O deputado disse que é justamente esse período que o presidente do Brasil comemorou. “É lamentável que depois de 57 anos, a nação veja esse tipo de ação, vinda do chefe do executivo brasileiro. Não menos grave, é assistir às tentativas de impor golpe, autogolpe  por  Bolsonaro, que vive ameaçando a democracia, sem que o Congresso Nacional, nem o Poder Judiciário tomem uma medida que ponha fim a isso”, afirmou.

Herança maldita

Frei Anastácio criticou ainda os que elogiam a ditadura militar, como um período bom para o Brasil. Ele disse que viveu e viu de perto os horrores. “Além de toda violência e cerceamento da liberdade,  os militares – quando caíram do poder, em 1985 -,  deixaram uma herança maldita”, relatou.

O deputado narra que a inflação deixada pela ditadura foi de 223%, ao ano. “Economistas calculam que, em valores de hoje, a dívida externa deixada pela ditadura militar atingiria US$ 1,2 trilhões. A dívida aumentou 32 vezes durante a ditadura. Eles também deixaram o Brasil devendo a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu Produto Interno Bruto, ou seja, de toda a renda gerada no país. Os reflexos desse desastre levaram o Brasil, nos anos seguintes, para enfrentar uma inflação de 1.782%, um caos na economia. Essa foi a herança econômica da incompetência do governo militar”, disse.

O deputado ressaltou que, “nas mãos de Bolsonaro, o Brasil caminha nessa mesma direção de caos na economia. Além disso, ele já provocou prejuízos colossais com a destruição de direitos sociais e dos trabalhadores. Bolsonaro também provocou um dos maiores ataques à vida humana, com o desprezo intencional da pandemia. Essa ação nefasta dele, já provocou a morte de mais de 316 mil pessoas. Mas, uma coisa é certa: ele perdeu apoios, está acuado e tenta sobreviver, politicamente, procurando uma “brecha” para dar um golpe. Só resta uma saída que é o impeachment. Mas, sem pressão popular dificilmente isso acontecerá”, concluiu.

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