mobilizaçãomobilização qCAMINHADA EM QUEIMADAS QEUIMADAS QUEIMADAS 3O deputado estadual Frei Anastácio participou, hoje (19), das atividades realizadas, na cidade de Queimadas,  para lembrar um ano do desaparecimento e assassinato da estudante Ana Alice de Macedo Valentim, de 16 anos, e denunciar a violência praticada contra outras mulheres no município. Cerca de 30 entidades organizaram uma caminhada silenciosa pelas ruas da cidade.

Segundo Frei Anastácio, a caminhada saiu do sindicato rural de Queimadas em direção até o Fórum da cidade. A mobilização é organizada pelo Comitê de Solidariedade Ana Alice.

Frei Anastácio relatou que Ana Alice, foi raptada quando chegava em casa depois da aula. A menina foi estuprada e violentamente assassinada pelo vaqueiro Leônio Barbosa de Arruda. O corpo dela só foi encontrado 50 dias depois, porque outra vítima reconheceu o criminoso. O acusado já tinha feito mais duas vítimas.

O parlamentar lembrou ainda que Queimadas também amarga as tristes lembranças do caso do estupro coletivo ocorrido em 2012, quando Isabelle Monteiro e Michele Domingos foram estupradas e assassinadas. “Tem ainda as lembranças revoltantes do caso de Elaine de Souza Nascimento, assassinada pelo próprio pai na mesma cidade em 2013”, destacou o deputado.

Segundo Frei Anastácio, essa mobilização  foi um grito de desespero das mulheres do município, querendo uma ação efetiva para acabar com a violência contra a mulher. “Na Paraíba, a violência contra a mulher é assustadora. Em seis meses, um total de 1.236 processos já foram julgados e outras 3.067 ações estão aguardando julgamento, passando pelas fases de audiência e coletas de provas, segundo o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher na Paraíba”, disse.

“Todas as semanas, nós vemos nos noticiários esses casos bárbaros de violência contra a mulher, de todas as formas possíveis. Foram em 2012, 127 mulheres assassinadas aqui na Paraíba, segundo os dados do Centro 8 de Março. Em particular, Queimadas precisa de uma atenção especial. As pessoas estão indignadas e se perguntando como o assassino de Ana Alice, conseguiu agir e fazer tantas vítimas sem que a polícia chegasse até ele” indagou o deputado.

Durante a mobilização houve a distribuição de panfletos, fitas pretas nos braços das pessoas simbolizando o luto da cidade. No final  foi realizado um ato público com as famílias das vítimas, onde também houve uma celebração religiosa. “As pessoas foram às ruas para lembrar a perda desta adolescente e exigir que seja feita justiça. O que todos esperam é que depois de um ano do crime, os envolvidos sejam julgados e condenados de forma exemplar, garantindo que a violência de gênero não fique impune”, disse o deputado.

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