O deputado federal Frei Anastácio faz apelo para que o Ministério Público Federal tome providências no sentido de evitar a suspensão das operações de combate ao desmatamento e aos incêndios, em todo Brasil, em consequência do bloqueio, pelo Governo Federal, de R$ 60 milhões destinados a esse fim.

O parlamentar disse que o bloqueio desses recursos, anunciado ontem (28), deixa o Brasil livre para o desmatamento, que aumentou 28% entre agosto de 2019 a julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, que já estava em alta.

 O parlamentar destacou que o vice-presidente da república, diante da repercussão, anunciou que foi precipitação do ministro do Meio Ambiente. “Mas, o Ministério Público Federal (MPF) deve agir para garantir que não haja esse bloqueio”, disse o deputado.

“Mesmo diante da pressão internacional sobre ações contra a destruição do meio ambiente, o governo age como se nada estivesse acontecendo. Ao invés de proteger as florestas, Bolsonaro quer abrir as porteiras para destruição. Isso sem falar nas reduções de recursos já anunciadas para o próximo ano”, acusou.

Segundo o deputado, esse é um ato criminoso do governo que, ao mesmo tempo anuncia a compra milionária, sem licitação, de um satélite para monitorar a Amazônia. “O Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) já faz esse trabalho muito bem. Resta saber, o que está por trás dessa compra que com certeza não é preocupação com o meio ambiente”, afirmou.

Tudo liberado para destruição

Segundo matéria publicada pelo Uol.com.br,l bloqueio traria suspensão das operações já a partir de segunda-feira (31).Isso significa que o trabalho de combate às queimadas pelo IBAMA, teria a desmobilização de 1.346 brigadistas, 86 caminhonetes, 10 caminhões e 4 helicópteros. 

No trabalho que o IBAMA realiza, no combate ao desmatamento ilegal, seriam desmobilizados 77 fiscais, 48 viaturas e 2 helicópteros, além de 324 fiscais ligados ao ICMbio. Nas operações de combate ao desmatamento ilegal, 459 brigadistas e 10 aeronaves Air Tractor, que atuam no combate às queimadas, sairiam de cena. 

Dados publicados por uol.com.br, com informações da Reuters.

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