Frei Anastácio pede empenho da AL para aprovar projeto de carros blindados para polícia da PB

IMG_1475_1O deputado estadual Frei Anastácio (PT), pediu hoje (14), atenção especial da Assembleia Legislativa, em relação ao projeto de lei, de autoria dele, que propõe carros blindados para a polícia da Paraíba. “Estamos vendo os inúmeros casos desses agentes da segurança sendo atacados por marginais, com forte poder de fogo, como no caso dos PMs que foram atacados em Santa Rita”, destacou.

            Segundo o projeto, o veículo terá que ter blindagem nos vidros, teto, portas e capô, colunas e atrás do banco traseiro, porta-objeto, caixas de rodas, portas, proteção entre o painel e o motor, maçanetas, por trás dos espelhos retrovisores e tanque de combustível. A alegação do parlamentar é que a classe de blindagem tem que ser a de nível 3, por dar maior segurança para a atuação da polícia.”Os outros níveis de blindagem não servem para proteger os policiais”, disse o deputado.

            O petista também lembrou que outros Estados da federação estão adotando a blindagem para as viaturas da polícia. “Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo já adotam esse tipo de veículo. A Paraíba, anos atrás, não precisava disso. Mas, com o aumento da violência contra policiais, o uso de viaturas blindadas é indispensável. Infelizmente, a violência em nosso estado alcançou nível igual, ou pior do que nas grandes metrópoles”, disse o deputado.

Investimento em segurança

            Frei Anastácio falou que a Paraíba, no ano de 2014 investiu R$ 18,00 por paraibano, no que tange a segurança pública. Segundo o deputado, o valor está na média para o Nordeste, mas que os resultados não são satisfatórios. “Pode parecer pouco, mas R$ 18,00 é um valor razoável, maior do que o estado do Ceará investe. Mas, mesmo com investimento menor o Ceará obtive bons resultados, reduzindo os homicídios em 6%, o que não ocorreu na Paraíba”, ressaltou.

            “Precisamos estabelecer metas e estratégias para que a Paraíba consiga reduzir seus índices de violência, de forma mais efetiva. A população está entrando num pânico coletivo porque a sensação de insegurança contradiz os dados que nos são apresentados. A Paraíba precisa de um plano de segurança que envolve as forças, os poderes públicos e a sociedade”, afirmou o parlamentar.

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