O deputado federal Frei Anastácio lamentou o assassinato do líder estadual do MST Ênio Pasqualin, no assentamento Ireno Alves dos Santos, no interior do Paraná. Ele afirma que desde que Bolsonaro assumiu o poder, houve um aumento na escala da violência contra lideranças dos movimentos sociais, em todo o Brasil.

“Esperamos que mais esse crime não fique impune. A justiça tem que mostrar sua cara”, disse o deputado. O parlamentar relatou que as caraterísticas do crime dão sinais de que a morte de Ênio foi mais um crime encomendado. “Os assassinos invadiram a casa da liderança do MST, o sequestraram e levaram para executar. É esse o Brasil onde estamos vivendo. Pessoas que lutam pelo interesse do povo são mortas de forma brutal, por um esquema que ganhou motivações com a gestão do atual governo”, afirmou.

Algumas dessas motivações, segundo o deputado, é a impunidade que favorece ao latifúndio e a facilidade de comprar armas e munição de forma absurda. “Com os decretos de Bolsonaro, o Brasil teve aumento de 120% no registro de armas até agosto deste ano. Tivemos aumento na violência contra negros, indígenas, mulheres e, estrategicamente, estão tentando calar os movimentos sociais matando suas lideranças. É a extrema direita do latifúndio voltando a atuar, depois que o Brasil saiu das mãos de um governo popular, com o golpe de 2016. Mas, nós não vamos nos calar até trazer o Brasil de volta para o povo”, disse.

O deputado manifestou seus mais profundos sentimentos de pesar à família, amigos, companheiros de Ênio Pasqualin e aos assentados de Rio Bonito do Iguaçu, assim como ao MST, por essa perda dolorosa e irreparável. “Exigimos rigor nas apurações de mais esse crime, para que os culpados sejam punidos. Vamos continuar nessa luta de cabeça erguida
enfrentando o fascismo e o latifúndio selvagem”, concluiu.

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here