Frei Anastácio quer sessão especial para discutir abusos contra crianças e adolescentes

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) solicitou a realização de sessão especial, na Assembléia Legislativa, no dia 18 deste mês, data em que serão realizados atos públicos, em todo o país, em alusão ao enfrentamento ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Na ocasião, esperamos que o Poder Legislativo instale a frente parlamentar de defesa dos direitos das crianças e adolescentes, criada através de requerimento de autoria do nosso mandato”, disse Frei Anastácio.
Segundo o parlamentar, a violência sexual praticada contra crianças e adolescentes é um fenômeno que atinge o mundo inteiro e que se configura em várias dimensões. E isso está relacionado aos problemas da pobreza, desigualdade, trabalho infantil, questões culturais e de gênero e que viola os direitos humanos de crianças e adolescentes.
“Na Paraíba esta realidade não é diferente das de outros Estados da região Nordeste. A inserção de crianças e adolescentes no mercado do sexo faz com que sejam vistas como mercadorias, negociadas em partes desiguais e muitas vezes pelos membros da própria família”, denuncia Frei Anastácio.
Figurões envolvidos

O deputado lembra que em 1997 foi instalada uma CPI na Assembléia Legislativa, reunindo denúncias da situação de Exploração Sexual envolvendo “figurões” da sociedade Paraibana. Essa situação, de acordo o petista, com a qual convivemos, de forma silenciosa, tem incomodado militantes dos direitos humanos de crianças e adolescentes neste País afora e, em especial, no nosso Estado.
Frei Anastácio relata que mudar esta situação requer o compromisso de todos. O Enfrentamento à violência sexual contra criança e adolescente no Brasil tem sido assumido por uma mobilização nacional e uma articulação que envolve a sociedade civil, representantes dos poderes públicos, de organismos internacionais, de setores empresariais que lutam na defesa dos direitos, que também são atores estratégicos na definição das políticas de enfrentamento à violência sexual.
“Por isso, enquanto espaço de poder, a Assembléia Legislativa não pode ficar fora do debate e, consequentemente de buscar ações e mecanismos que venham coibir com este crime contra um patrimônio humano indefeso, que deve receber as atenções e acompanhamentos necessários que as transformem em seres adultos dotados de amor, respeito e solidariedade”, disse o parlamentar.

 

 

 

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