Frei Anastácio registra surgimento de mais um acampamento de sem terra na Paraíba

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) registrou, hoje (26) na Assembleia Legislativa, o surgimento de mais uma acampamento de famílias que querem terra para trabalhar. “É o acampamento 15 de Novembro, no distrito de Livramento, em Santa Rita, que foi formado no dia da proclamação da república. São 300 famílias que vivem no distrito em plena miséria”, disse Frei Anastácio.

Segundo Frei Anastácio, o distrito de Livramento tem cerca de 3 mil famílias, que receberam terreno para construir suas casas doados pela igreja, na gestão de Dom José Maria Pires, quando arcebispo da Paraíba. “Hoje, estão cercados pela cana de açúcar, sem trabalho. São famílias que serviram aos plantadores de cana e a usineiros e sempre viveram na miséria. Durante todos esses anos, essas famílias só conheceram o sofrimento, a pobreza e miséria o abandono público”, relatou o deputado que esteve no acampamento.

Frei Anastácio disse que isoladas naquele distrito, as famílias não dispõem de saúde, educação nem têm fonte de renda. Elas vivem de catar caranguejo e do pouco que pescam. Uma situação precária de sobrevivência. Com isso, resolveram, durante o final de semana, formar um acampamento nas terras que estão ao lado do distrito.

“São cerca de 1.000 hectares de terras que pertencem a Arquidiocese da Paraíba e foram griladas pela usina São João. É justamente essa terra que as 300 famílias estão reivindicando. Acreditamos que até o fim dessa semana, mais famílias da região somarão forças às que já estão acampadas”, disse o deputado.

O deputado disse que além dele, a comissão pastoral da terra também está apoiando a luta dessas famílias que estão em busca de dignidade para viver. Elson Matias, representante do centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Oscar Romero, de Santa Rita, também está apoiando a luta das famílias.

Os trabalhadores já plantaram mais de mil pés de banana, 200 pés de coco, maniva de macaxeira e outras culturas. Nos próximos dias, os acampados irão ao Incra solicitar providências para o processo de desapropriação das terras. “Não dar para ver tanta gente sofrendo, com tanta terra grilada ao lado, sem que se faça nada para mudar a situação. Essa terra tem que ir para as mãos de quem realmente precisa”, afirmou o deputado.

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