Foto Frei - Lula Marques

Foto: Lula Marques

A trajetória política-religiosa do deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) foi o tema escolhido pelo historiador Carlos Rosso* para ser abordado em sua tese de doutorado do curso de Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

De acordo com o historiador, a pesquisa será feita a partir do ano de 1964, ano em que Frei Anastácio iniciou sua vida religiosa ao entrar no convento franciscano Ipuarana, em Lagoa Seca, na Paraíba.

Um dos objetivos principais da pesquisa é gerar um debate acerca do Cristianismo de Libertação no Brasil e suas ligações com as propostas da esquerda democrática no país, tendo como recorte micro-histórico a trajetória política-religiosa do Frei Anastácio, evidenciada no seu compromisso com a luta pela terra na Paraíba.

“Sinto-me muito honrado em ter toda a minha trajetória de lutas documentada e analisada em um projeto como este. Estou há mais de 45 anos lutando em prol do povo mais necessitado do nosso estado. É muito importante ser lembrado, principalmente, por minha luta em defesa da reforma agrária na Paraíba, ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Frei Anastácio.

Frei Anastácio começou sua luta em 1973 e foi um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT), na Paraíba.  Além disso, a pesquisa ainda abordará a atuação de Frei Anastácio nos quatros mandatos de deputado estadual, nos períodos de 1998 a 2002; 2002 a 2006; 2010 a 2014; 2014 a 2018 e agora em seu mandato como deputado federal.

“A biografia do Frei Anastácio, não se confunde apenas com a história da CPT/PB, da qual foi um dos fundadores, mas também com toda história de luta no campo na Paraíba, bem como outras frentes ligadas aos Direitos Humanos e às ideias da esquerda democrática no país que foram colocadas como compromisso em seus mandatos como deputado estadual e, agora, como sexto deputado federal mais bem votado da Paraíba. Acredito que sua trajetória político-religiosa tem muito a nos dizer sobre nossas conquistas e nossa contínua luta em tempos tão sombrios”, disse o pesquisador Carlos Rosso.

*Carlos Rosso é o pseudônimo usado pelo pesquisador para garantir que a pesquisa seja concluída sem intervenção de terceiros e para preservar a imagem de todos os envolvidos.

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