Polícia cerca acampamento de sem terra e destrói plantação, em Santa Rita

Policiais do pelotão de choque da PM bem armados, com viaturas e cães estão, desde as primeiras horas desta terça-feira, realizando mais um despejo no acampamento Livramento, em Santa Rita. “Essa é a terceira vez que a justiça paraibana manda destruir lavouras sem a menor consideração a um povo que luta pela sobrevivência”, disse o deputado estadual Frei Anastácio.

Segundo o deputado, a polícia com ajuda de tratores está destruindo mais de 50 hectares de plantação de milho, feijão, macaxeira e inhame que estavam sendo cultivados pelas famílias que querem terra para trabalhar.

O primeiro despejo no acampamento aconteceu no dia 15 de janeiro, deste ano, quando a polícia destruiu toda plantação e barracas montadas pelas 300 famílias de trabalhadores sem terra. O acampamento foi formado no dia da proclamação da república, em 2013 (15 de novembro).

Segundo o deputado, os acampados são do distrito de Livramento, onde moram cerca de três mil famílias, que receberam terreno para construir suas casas doados pela igreja, na gestão de  Dom José Maria Pires, quando era arcebispo da Paraíba.

“Hoje, todas as famílias estão cercados pela cana-de-açúcar, sem trabalho. São pessoas que serviram aos plantadores de cana e a usineiros e sempre viveram na miséria. Durante todos esses anos, essas famílias só conheceram o sofrimento, a pobreza, a miséria e o abandono público. Parte das famílias (300) estão lutando por terra para trabalhar”, relatou o deputado que esteve no acampamento.

Frei cobra ação do Incra

Frei Anastácio também criticou a falta de agilidade do Incra para tentar resolver o conflito na fazenda. Segundo ele, faltou ação da Ouvidoria Regional do Incra, através de Varlindo Carneiro. “A CPT tem feito esforço, junto ao Incra, para trazer solução em relação ao problema, mas até agora não obteve as respostas necessárias”, disse o deputado.

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