Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia apresenta voto de pesar pela morte de segurança

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Frei Anastácio (PT), apresentou voto de pesar pela morte do segurança Fábio Alves de Lima, que foi ferido e morto durante a tentativa de imobilizar um assaltante no bairro dos estados, em João Pessoa.

O parlamentar disse que Fábio morreu como herói, ao exprimir uma reação que seria a de qualquer cidadão que assiste uma mãe e uma filha serem agredidas por um marginal. “Todos que o conheciam elogiavam sua postura como profissional e como um ser humano. Isso ficou claro quando tentou salvar do assalto uma mãe que deixava sua filha na escola. É um ato de bravura, mas que infelizmente esses bandidos estão dispostos a tudo. Solicito da secretaria de segurança empenho, como já está sendo feito pelo secretário Cláudio Lima, em solucionar e encaminhar à justiça esses criminosos”, disse o parlamentar.

O deputado afirmou ainda que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa está à disposição da família de Fábio, para o que for preciso. “Sabemos que é um momento de muita dor e revolta e que precisamos que o sentimento de justiça seja saciado”, solidarizou-se o deputado.

Hoje, questão social do nosso país é uma bola de neve sem solução que leva a população para essa violência desenfreada. O sentimento de impunidade que domina a sociedade precisa acabar. E combater violência com violência provavelmente não seja o caminho. Já existem experiências em outros países que conformam isso”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que pode acabar com isso é um investimento, a longo prazo, em educação de qualidade, esporte, cultura e equidade social.

Sessão especial comemora 27 anos do Eca

O parlamentar  registrou ainda que hoje (05), a partir das 14 horas, será realizada uma Audiência Pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos para  comemorar os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA. “Na sessão também debateremos a questão dos conselhos tutelares. O ECA é considerada uma das leis mais avançadas do mundo. A partir dela foram construídas muitas políticas públicas em defesa da criança e do adolescente. Mas, por causa da distorção da sociedade, do avanço do crime organizado, essas crianças, muitas vezes são atraídas para atitudes que entram em conflito com a lei.Esse é só um exemplo, mas também a rede de proteção contra a violência doméstica, contra as crianças, abuso sexual infantil, combate aos maus tratos e tantas outras políticas que protegem a criança”, destacou.

Frei Anastácio afirma que o Brasil ainda está  muito longe do ideal em relação aos cuidados com as crianças e adolescentes. “Mas, estamos lutando constantemente ao lado do Ministério Público, além da Assembleia integrar o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, em busca de dias melhores para esse público tão vulnerável”, disse.

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