Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia elogia condenação do “monstro” de Queimadas

11924306_866359210118732_4629672422092060307_nO presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Frei Anastácio (PT), elogiou a ação da justiça paraibana que condenou o acusado de sequestrar, estuprar, matar e ocultar o cadáver da estudante Ana Alice Macedo Valentin, em 2012, na zona rural de Caturité. Leônio Barbosa de Arruda, que ficou conhecido como o “monstro” de Queimadas,foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão, além de 60 dias de multa, a ser cumprida em regime fechado.

O deputado participou de todo o julgamento não para defender o criminoso, mas para apoiar a família da vítima. O julgamento foi presidido pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, da 1ª Vara Mista da comarca de Queimadas. Teve início às 9h e terminou no final da tarde desta terça-feira (18), na Câmara Municipal de Queimadas.

O crime ocorreu em 2012, na zona rural do município de Caturité e a vítima tinha 16 anos de idade. Ela voltava da escola, e foi forçada a entrar no carro do acusado, Leônio Barbosa, sob a mira de uma espingarda calibre 12. Ele foi acusado de ter violentado Ana Alice. Depois levou a vítima para outro local, onde assassinou a golpes de coronhada, desfigurando o rosto da jovem para evitar reconhecimento.

O corpo foi enterrado na fazenda em que o acusado trabalhava no município de Caturité, e só foi localizado 50 dias depois do crime. Isso aconteceu após o assassino atacar outra vítima que sobreviveu e denunciou o fato a polícia. Ao ser preso, o acusado confessou os crimes. “A justiça foi feita. Eu participei das mobilizações por justiça para o caso, desde o início. Quero elogiar a justiça pela forma como o julgamento foi conduzido e parabenizar às pessoas que lutaram em busca de que essa justiça fosse feita. Não teremos Ana Alice de volta, mas o mostro que cometeu o crime foi condenado, e que esse exemplo sirva de exemplo para outros que pretendam cometer violência contra a mulher. Vamos continuar lutando por justiça para os outros crimes ainda impunes”, disse Frei Anastácio.

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