Sessão Especial marca comemorações do Dia do Jornalista na Paraíba

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Nos 59 anos de fundação, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba recebeu pela primeira vez homenagem da Assembleia Legislativa, numa  Sessão Especial, realizada nesta sexta-feira (7), na sede da entidade, em João Pessoa, para comemorar o Dia do Jornalista,através de propositura do deputado estadual Frei Anastácio (PT).

“Foi uma honra está ao lado do Sindicato dos Jornalistas realizando essa homenagem justa, pela primeira vez, a esses profissionais que são indispensáveis para a sociedade”, disse o deputado.

Jornalistas históricos da Paraíba e profissionais jovens de vários órgãos de comunicação, representantes de entidades sindicais, ONGs e  associações participaram da sessão que contou também com participação do vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT). Ele disse que a imprensa quando quer faz a diferença, para o bem e para o mal. “Aqui na Paraíba tem excelentes jornalistas que fazem a diferença. E nesse momento de luta, os jornalistas tem a responsabilidade de lutar pela volta da democracia neste país”, disse o vereador.

O presidente interino do Sindicato, Antônio Nunes, agradeceu ao deputado Frei Anastácio pela propositura e enalteceu a presença do jornalista na sociedade. “Somos capazes de transformar esta realidade que o Brasil atravessa, com terceirização e retirada de direitos dos trabalhadores. Temos capacidade de vencer toda essas adversidades, através da do exercício da profissão com ética”, disse Nunes.

Para Frei Anastácio, o jornalista é um profissional que trabalha diuturnamente para deixar a sociedade bem informada e para formar opiniões. “O mundo sem a presença do jornalista seria um mundo sem cores nas palavras e sem sentido em muitos fatos que norteiam a sociedade. Sem o papel do jornalista para levar os fatos, de forma que todos entendam, a sociedade seria cada vez mais alienada por aqueles que querem impor o seu domínio”, disse o deputado.

O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil.

Badaró foi médico e jornalista. Ele foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos, durante uma passeata de estudantes. A passeata era em comemoração aos ideais libertários da Revolução Francesa. O movimento popular  gerado por causa do seu assassinato levou Dom Pedro I a abdicar do trono em  7 de abril de 1831, deixando o lugar para seu filho Dom Pedro II, com apenas 14 anos de idade.

Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista. Foi também no dia 7 de Abril de 1908, que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos.

“Em uma sociedade que “respira” informação, fica cada vez mais evidente a necessidade de que o mundo precisa de um profissional para apurar redigir e publicar informações. E já no Brasil Colônia existia a luta contra a  Monarquia, e no Império esse profissional lutou pela independência, a presença de jornalistas corajosos na atualidade é indispensável, diante das dificuldades que o Brasil enfrenta”, disse Frei Anastácio.

Sindicalistas registram dificuldades

Para o secretário geral do Sindicato, Land Seixas,que falou em nome da categoria, a comemoração do Dia do Jornalista também traz reflexões sobre as dificuldades que os jornalistas enfrentam no dia a dia. Ele registrou que na luta da campanha salarial dos jornalistas, apenas o Sistema Correio não fecha acordo com a categoria há dois anos.

Land também falou que as reformas trabalhistas e a reforma da Previdência trarão grandes prejuízos para a categoria dos jornalistas. Ele convocou os jornaslistas para ir às ruas e participar das mobilizações. “Temos que nos unir ao restante dos trabalhadores do nosso estado e do Brasil, na luta contra a retirada dos direitos conquistados ao longo dos anos. Nós já tivemos a queda do diploma e não podemos ficar de braços cruzados diante da possibilidade de mais perdas. Aqui na Paraíba, tivemos o fechamento de quatro jornais e os meios que sobrevivem, em sua maioria, sobrecarregam os profissionais com a carga horária e sobrecarga de tarefas a cumprir”, disse Land.

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