Trabalhadores rurais podem realizar protestos contra despejos na Paraíba

Reunião das áreas de conflitosTrabalhadores rurais do Agreste, Litoral Sul e Vale do Mamanguape se reuniram, hoje (30), com coordenadores da Comissão Pastoral da Terra CPT) e o deputado estadual Frei Anastácio (PT),para discutir a situação de tensão em que estão vivendo 150 famílias de posseiros que podem ser despejadas a qualquer momento de três fazendas: Fazendinha e Paraíso, em Mogeiro e Paraíso, em Pilar.

“Os trabalhadores decidiram que estão prontos para realização de protestos, contra essa ação orquestrada pela justiça paraibana e aceita pelo governo do estado, sem nenhum diálogo com os movimentos sociais”, disse Frei Anastácio.

Na reunião das áreas de conflitos, realizada no Mosteiro de São Bento, em João Pessoa, os trabalhadores decidiram que podem realizar manifestações – a qualquer momento -, para mostrar a população, a justiça e ao governo do estado a insatisfação em relação aos muitos despejos que aconteceram e estão para ser realizados no estado.

“Enquanto o estado está tomado pela violência, o governo preparada um verdadeiro aparato de guerra para despejar famílias de posseiros indefesas das terras onde nasceram e se criaram. Em todas essas três áreas existe muita plantação que será destruída, durante o despejo. Nem mesmo isso é avaliado, nem levado em consideração pela justiça na hora de emitir uma ordem de despejo”, disse o deputado

O parlamentar lembrou que, ontem (29), a polícia chegou a trocar tiros com oito capangas, na fazenda Fazendinha, em Mogeiro, depois que eles ameaçaram as famílias de posseiros, que ocupam as terras. Um capanga, conhecido por “Bombado”, foi preso usando uma espingarda de repetição calibre 12. “Ele trocou tiros com a polícia, foi preso por porte ilegal de arma e por ameaçar as famílias, mas já está solto para repetir a ação”, lamentou o deputado.

Na Paraíba, cerca de 3.500 famílias estão acampadas, em 70 áreas, a espera por desapropriação das terras. “São famílias que querem plantar e fazer a terra produzir para tirar o seu sustento. Mas,na grande maioria dos casos, quando não são barradas pela morosidade da justiça, são atingidas pelas ordens de despejo, concedidas com muita rapidez”, desabafa Frei Anastácio.

 11236148_842776735810313_4582083283261553886_n (1) 11236148_842776735810313_4582083283261553886_n 11667260_842776815810305_2694248360295220489_n 11693955_842776795810307_2241305591565283767_n

Leia também